A SÍNDROME DO DIAGNÓSTITO E PLANEJAMENTO: A eterna roda do destino dos governos Federal e Estaduais
João Batista - jbatist7@gmail.com
Por que será que os governos não conseguem dialogar com as famílias rurais e repetem as mesmas atividades de diagnósticos e planejamentos, sem consequências práticas?
As cooperativas e associações, desde há muito, mas precisamente, desde 1995, têm recebido insistentemente visitas de técnicos de diferentes instituições, financiados pelos governos estadual ou federal, para fazerem diagnósticos e planejamentos nas instituições. Muitas vezes, há sobreposição de atividades com instituições diferentes chegando um dia depois de outra já ter feita a mesma coisa no dia anterior.
Há também outras formas de construção de conhecimento coletivo, a exemplo dos fóruns, conselhos, conferências (ATER, juventudes, segurança alimentar...), ONGs, redes de entidades... que produzem reflexões pertinentes e proposições efetivas visando incidir em políticas públicas. Ignoradas pelos governos.
Dados que já são (ou deveriam ser) conhecidos dos governos, pois são reiteradamente construídos, reconstruídos, rereconstruídos... Mas tudo acontece como se estivéssemos diante de uma grande novidade antropológica que exige infinita busca de compreensão.
Ao começar sempre do zero e nunca enxergar os Agricultores Familiares, sempre tratados como ilustres desconhecidos, que justificam eternamente fazer seguidos diagnósticos, sem constrangimento por parte do governo ao se comportar como abusador da paciência dos agricultores, e pela absurda desconsideração pelas tantas falas não ouvidas, a exemplo das Conferências,
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