Esquerda e Direita no espectro social e político
Por João Batista - jbatist7@gmail.com
Sempre ouvimos que existem partidos e movimentos político de Esquerda e de Direita, sendo que os de Esquerda defendem pauta progressistas e os de Direita pautas conservadoras.
Uma abordagem muito atual afirma-se que a Esquerda defende a corrupção na política, a depravação nos costumes morais e nega Deus; enquanto à Direita defende a conservação da exploração, das desigualdades sociais e da superexploração dos trabalhadores, saudosa do escravismo, suor e sangue dos trabalhadores e "rebeldes" que ameaçam o sistema e reivindicam o direito de exterminar seus opositores, tudo em nome de Deus, da Pátria e dos bons costumes. Ainda se percebem como cidadão de bem.
Olhando para a história, os termos Esquerda (associada à cor vermelha) e Direita (à cor azul) e o Centro (à cor amarela), originam-se como uma metáfora construída a partir do local (um teatro que tinha três fileiras de cadeiras com as cores azul, amarela e vermelha) onde o parlamento se reunia durante o processo da Revolução Francesa, e se verificou a tendência de cada segmento de representação ocupar uma das fileiras de cadeiras (trabalhadores, burgueses e “indefinidos” – de centro).
Como o Parlamento era (e ainda é) formado por REPRESENTANTES, a sua força e seu poder de barganha tem origem no segmento social (Trabalhadores e Patrões) que é a FONTE DO PODER. Então, a Esquerda é a CLASSE TRABALHADORA e a Direita a CLASSE PATRONAL.
Os parlamentares representam esses dois segmentos, portanto, se a classe trabalhadora estiver consciente, organizada e propositiva, os partidos políticos de Esquerda no CONGRESSO serão maioria e fortes. A recíproca é verdadeira.
Dito isto, quem fala em Esquerda e Direita e olha para o Congresso não vai entender, pois não é lá que estão os segmentos sociais e, por aí, vê apenas o reflexo da conjuntura social.
Quando olhamos para a sociedade e vemos pessoas da Direita levantando suas bandeiras, chamando para si a responsabilidade, e atuando para garantir que tais bandeiras sejam efetivas na realidade do dia a dia, dispostas a morrer e a matar (por mais estúpido que seja) pela suas causas e, em contraponto, vemos pessoas da Esquerda se referirem à Esquerda na 3ª pessoa do verbo e olhando para o Congresso Nacional, terceirizando suas bandeiras. Então fica fácil entender o porquê de a Direita estar tão poderosa e a Esquerda na defensiva, tentando se segurar em estruturas capitalistas (de Direita) para evitar golpes.
Enfim, em um modelo hegemônico da ditadura da Classe Patronal, empresas que operam em modelo monárquico (riqueza produzida pelos vassalos/operários, mas apropriada pelo rei/proprietário), o que a Classe Trabalhadora pode fazer?
Principalmente, quando a Classe Trabalhadora perde de vista que sua causa única é ocupar os espaços de autogestão das empresas, hoje ocupados pelos patrões, o que precisa ser feito?
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